domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mesmo assim ainda há fumantes!


Os números do tabagismo no mundo são alarmantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Cerca de cinco milhões de pessoas morrem, por ano, vítimas do uso do tabaco. Caso as estimativas de aumento do consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos se confirmem, esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030.

Segundo a OMS, o fumo é uma das principais causas de morte evitável, hoje, no planeta. Um terço da população mundial adulta – cerca de 1,3 bilhão de pessoas – fuma: aproximadamente 47% da população masculina e 12% da população feminina fazem uso de produtos derivados do tabaco. Nos países em desenvolvimento, os fumantes somam 48% dos homens e 7% das mulheres, enquanto nos desenvolvidos, a participação do sexo feminino mais do que triplica, num total de 42% de homens e 24% de mulheres fumantes. No Brasil, pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante (22,7% dos homens e 16% das mulheres).

VOCÊ SABIA?

- A fumaça do cigarro reúne, aproximadamente, 4,7 mil substâncias tóxicas diferentes e muitas delas são cancerígenas.
- O tabagismo está ligado a 50 tipos de doenças como câncer de pulmão, de boca e de faringe, além de problemas cardíacos.
- No Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao tabagismo.
- Crianças com sete anos de idade nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças.
- Homens que fumam tem 40% a mais de risco de sofrer de impotência do que aqueles que não fumam.

Fontes: Ministério da Saúde do Brasil; Reuters limited

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Zilda Arns: morre uma guerreira


Zilda Arns Neumann, a 13ª criança do casal brasileiro de origem alemã, Gabriel Arns e Helene Steiner, o qual teve 16 filhos, nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, no interior de Santa Catarina. Em 26 de dezembro de 1959, aos 21 anos de idade, apaixonou-se pelo futuro marido, o então marceneiro Aloysio Neumann (1931-1978), que chamado para um conserto na casa dos Arns, encantou-se com a jovem que viu na sala tocando piano. Com ele teve seis filhos: Marcelo (falecido três dias após o parto), Rubens, Nelson, Heloísa, Rogério e Sílvia. Era corajosa, solidária, médica e avó de nove netos.

Nascer naquela época e além disso no interior significava ser, no futuro, professora ou religiosa, entretanto Zilda Arns contrariou esse destino por amor, aquele mais sublime que se devota ao próximo que a fez enfrentar a resistência paterna e insistir em estudar medicina, num tempo em que ser doutor era coisa de homem. O apoio do irmão, hoje arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, foi fundamental para dobrar a família. “Ele havia estudado na Sorbonne e convenceu o pai de que estavam começando a formar mulheres médicas lá fora”, conta um dos filhos. Desde que alterou o curso do próprio destino, Zilda Arns não parou mais de mudar o dos outros, a começar por aqueles que a miséria e a ignorância haviam fadado a ter curta duração.

Formada em medicina pela UFRR, aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, desnutrição e violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagra bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas.
A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e mais tarde como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as especializações em Educação em Saúde Materno-Infantil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP); Saúde Pública para Graduados em Medicina, na Faculdade de Saúde Pública (USP); Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS), e Ministério da Saúde ; Pediatria Social, na Univerisade de Antioquia, em Medellín, Colômbia; Pediatria, na Sociedade Brasileira de Pediatraia; Educação física, na Universidade Federal do Paraná.

Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no estado do Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.

Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella, Cardeal Agnelo, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, que, na época, era Arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à entidade a partir de um projeto-piloto em Florestópolis(PR). Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou cerca de 1,9 milhões de crianças menores de seis anos e 1,5 milhões de famílias pobres em mais de 4000 municípios brasileiros. Neste período, mais de 260.000 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês: a visita domiciliar às famílias, o Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida e a Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão.
Em 2004, a Dra. Zilda Arns recebeu da CNBB outra missão semelhante, fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários.

Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Pelo seu trabalho na área social, Dra. Zilda Arns recebeu condecorações tais como: Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006; Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997); Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994); títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina. Dra. Zilda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municípios; e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.

Zilda Arns encontrava-se no Haiti em mais uma missão humanitária e preparava-se para uma palestra sobre a Pastoral da Criança, na Conferência dos Religiosos do Caribe. Foi uma das vítimas fatais do forte terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, em 12 de janeiro de 2010.

" Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe dos predadores, das ameaças e dos perigos e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los "- Dra. Zilda Arns Neumann (Haiti, 2010).
Zilda Arns será lembrada assim: reerguendo crianças pelo mundo tudo.
Fontes: www.pastoraldacrianca.org.br/ e www.e-biografias.net/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Constipação intestinal (prisão de ventre)


A constipação intestinal, a famosa prisão de ventre é uma das queixas mais frequentes em consultórios médicos. È definida como a evacuação em frequência inferior a três vezes por semana. Apesar disso, algumas pessoas com constipação apresentam frequência de evacuações normal, mas relatam dificuldade para evacuar, sendo necessário esforço excessivo para que esta ocorra. Há queixa de fezes endurecidas e sensação de evacuação incompleta. Concluímos que o hábito intestinal de cada pessoa deve ser analisado como um todo e não apenas com relação à frequência de evacuações.

Sabe-se que a constipação é mais frequente nas mulheres, mas ainda não se encontrou uma razão para isso. É também mais comum em idosos do que nos indivíduos mais jovens.

A causa mais comum de constipação crônica é a baixa ingestão de fibras. Esses componentes dietéticos são encontrados principalmente em frutas, verduras e grãos. As fibras não são digeridas em nosso organismo e podem ser divididas em dois grupos: solúveis e insolúveis. As fibras solúveis formam uma espécie de gel no intestino e as insolúveis passam intactas. O efeito delas é aumentar o volume das fezes e reter líquido nas mesmas, fazendo com que elas fiquem mais pastosas e fáceis de eliminar. A quantidade recomendada para ingestão diária é de 25-30g/dia.

Outro fator importante no desenvolvimento da constipação crônica é a baixa ingestão de líquidos. A ingesta de líquidos hidrata o bolo fecal (fezes) e facilita sua eliminação. Recomenda-se a ingestão de aproximadamente 2 litros de água por dia. Uma ressalva: o álcool tem efeito desidratante, ou seja, retira água das fezes fazendo com que elas fiquem endurecidas. Assim, ele piora a constipação, devendo ser evitado.

Outro componente que contribui para a constipação é o sedentarismo. Fato observado especialmente nos pacientes acamados, após cirurgias, etc. Não se sabe exatamente por que isso ocorre.

Uma condição fisiológica que está associada à constipação é a gravidez. Nessa fase, o organismo da mulher produz substâncias que fazem com que o intestino se movimente de maneira mais lenta, além disso há a compressão do intestino pelo útero aumentado piorando ainda mais a situação.

Uma causa social (mais comum em mulheres) é quando o indivíduo, por motivos sociais ou de higiene, ignora o desejo de evacuar, retendo as fezes. É bastante comum encontrarmos pessoas que só conseguem evacuar em casa. Esse adiamento constante da evacuação reduz a sensibilidade do intestino, e como as fezes permanecem mais tempo no intestino, ocorre maior absorção de água, levando ao seu ressecamento.

Como prevenir a constipação intestinal:
- Alimente-se em horários regulares.
- Mastigue bem os alimentos.
- Prefira refeições mais variadas, ricas em frutas, verduras e cereais.
- Reduza a quantidade de gordura ingerida.
- Evite bebidas alcoólicas, chocolate, café, e alimentos que levem a produção excessiva de gases (brócolis, cebola, couve-flor, feijão).
- Beba bastante líquido, mais ou menos 2 litros por dia.
- Tente determinar um horário específico para evacuação.
- Obedeça, sempre que possível, à vontade de evacuar.
- Evitar distrações durante a evacuação, como ler revistas, jornais, falar ao telefone, etc.
- Pratique exercícios regularmente.
- Não utilize laxantes por conta própria.
- Se você não consegue evacuar sem o uso desses medicamentos, procure um médico!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Festas de final de ano - equilíbrio e disciplina!


Neste período do ano fica cada vez mais difícil manter a dieta. Com tantas opções e a natural ampliação do cardápio nas ceias de Natal e Reveillon, até os mais disciplinados e seguidores de regras balanceadas de alimentação aproveitam a ocasião para sair da rotina de "sacrifícios". Essa postura de "se liberar" da dieta, nesta época, não é nenhum sacrilégio, todavia se feita com equilíbrio, pode se tornar menos pesada para a consciência e para o corpo.

A maioria dos médicos e nutricionistas concordam que relaxar em datas especiais como Natal e ano novo, de maneira geral, não prejudica a saúde, contanto que haja um equilíbrio e um pós festas de maior condicionamento físico. Para a população em geral, ou seja, aqueles que não mantêm dietas rigorosas devido a problemas de saúde constantes, como os diabéticos e hipertensos, sair da dieta e comer um pouco a mais não prejudica a saúde. O segredo é compensar essa maior ingestão de alimentos com a prática de exercícios físicos também em maior intensidade. Não somente no final de ano devemos manter uma postura saudável, mas em todos os feriados prolongados que estão quase sempre associados a encontro familiares, regados a um variado cardápio calórico. Em 2010, o Natal e o Reveillon vêm seguidos de finais de semana, fazendo com que as duas datas de possíveis exageros se estendam a um período ainda maior. É ai que mora o perigo! Como é maior o número de dias “liberados” isso sim pode ser considerado um prejuízo para a saúde.

Aumentar a ingestão de água, preferir comidas leves como saladas e grelhados não deve ser uma preocupação restrita às festas de final de ano e grandes feriados, mas sim durante todo o calendário. O vilão certamente não está nos exageros das datas comemorativas, mas sim no período que vai do primeiro dia do ano ao Natal. Comer e beber além do adequado nas festas de fim de ano pode ser compensado nas manhãs posteriores com caminhadas e exercícios físicos e muita ingestão de líquidos.

O açúcar, conhecido como um dos principais vilões da dieta, além de ser uma grande tentação, é o caminho mais curto para o desequilíbrio alimentar, principalmente nesses períodos de comemorações. Apesar disso, ele não deve ser simplesmente abolido da nossa alimentação. A ingestão de alguma torta ou doce, mesmo que altamente calórica, não transformará sua vida para sempre, se bem equilibrada durante todo o ano não trará maiores malefícios a sua saúde.

O importante é aproveitar sem exageros. Boas Festas!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O que é a doença celíaca?

A doença celíaca é uma condição crônica que afeta principalmente o intestino delgado. É uma intolerância permanente ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e no malte. Nos indivíduos afetados, a ingestão de glúten causa danos às pequenas protrusões, ou vilos, que revestem a parede do intestino delgado. Esta condição tem sido chamada por outros nomes, tais como espru celíaco e enteropatia glúten-sensível.
A doença celíaca é considerada uma desordem auto-imune, na qual o organismo ataca a si mesmo. Os sintomas podem surgir em qualquer idade após o glúten ser introduzido na dieta do indivíduo.

Quais são os sintomas da doença celíaca?
Os sintomas intestinais incluem diarréia crônica ou prisão de ventre, inchaço abdominal e flatulência, irritabilidade, e baixo ganho de peso. Os pacientes podem apresentar atraso de crescimento e da puberdade, anemia por carência de ferro, osteopenia ou osteoporose, exames anormais de fígado, e uma erupção na pele que faz coçar chamada dermatite herpetiforme. A doença celíaca em algumas pessoas pode ser assintomática.

A doença celíaca é comum?
Estima-se que 1 em cada grupo de 100 a 200 pessoas nos Estados Unidos e na Europa tenha a doença celíaca. No Brasil ainda não temos um número oficial, mas em uma pesquisa publicada pela UNIFESP, em um estudo feito com adultos doadores de sangue, o resultado apresentou incidência de 1 celíaco para cada grupo de 214 moradores de São Paulo.

Quem tem mais risco de desenvolver a doença?
As pessoas com maior risco de desenvolver a doença celíaca são aquelas portadoras de doenças auto-imunes como diabetes melito insulino dependente, tireoidite auto-imune, deficiência seletiva de IgA, Síndrome de Sjögren, colestase auto-imune, miocardite auto-imune. Portadores da Síndrome de Turner, da Síndrome de Down, da Síndrome de Williams. Ter parentes com a doença celíaca aumenta o risco de surgimento da doença. Vale lembrar que você pode ter a doença celíaca mesmo sem fazer parte do grupo de risco.

Como é diagnosticada?
A doença celíaca pode levar anos para ser diagnosticada. Muitos pacientes tem uma história de consultas com vários médicos e especialidades até serem corretamente diagnosticados. Os exames de sangue são muito utilizados na detecção da doença celíaca. A doença celíaca deve ser confirmada encontrando-se certas mudanças nos vilos que revestem a parede do intestino delgado. Para ver essas mudanças, uma amostra de tecido do intestino delgado é colhida através de um procedimento chamado endoscopia com biópsia. (Um instrumento flexível como uma sonda é introduzido através da boca, passa pela garganta e pelo estômago, e chega ao intestino delgado para obter pequenas amostras de tecido).

Como é o tratamento?
O tratamento consiste em evitar por toda a vida alimentos que contenham glúten (tais como pães,cereais, bolos, pizzas, e outros produtos alimentícios, ou aditivos, que contenham trigo, centeio, aveia e cevada). Medicamentos e outros produtos também podem conter glúten. Assim que o glúten é removido da dieta, a cura costuma ser total. Apesar da dieta sem glúten parecer extremamente difícil a princípio, algumas famílias tem tido muito sucesso com ela. É possível substituir as farinhas proibidas por fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho doce ou azedo, farinha ou creme de arroz, farinha de araruta ou fubá. Nutricionistas e grupos de apoio podem ajudar as famílias a se ajustarem a essa dieta. Mesmo assim, pode levar vários meses até que elas se acostumem com a dieta sem glúten.
Existe uma lei federal de 2003, que determina que todas as empresas produtoras de alimentos são obrigadas a informar em seus rótulos se o seu produto contêm ou não glúten.

O que você pode esperar do tratamento?
Os pacientes podem começar a apresentar melhora 1 ou 2 semanas após o início da dieta. A intolerância à lactose causada pelo dano intestinal também diminui. Na maioria das pessoas, os sintomas desaparecem e a parede do intestino se recupera totalmente de 6 a 12 meses após o início da dieta sem glúten. Nas crianças, o crescimento e a resistência dos ossos volta ao normal. Visitas regulares a um nutricionista e a uma equipe de profissionais de saúde com experiência no tratamento da doença celíaca são importantes para ajudar a manter a dieta e monitorar possíveis complicações. Apesar de algumas pessoas serem capazes de voltar a consumir glúten sem sintomas imediatos, elas não “superaram” a doença celíaca, e não estão “curadas”. A dieta sem glúten deve ser seguida por toda a vida.

Fontes:
University of Maryland - Center for Celiac Research
http://www.semgluten.com.br/
http://www.acelbra.org.br/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids aborda preconceito contra soropositivos


Quem vive com HIV/aids pode trabalhar, estudar, praticar esportes, namorar, fazer sexo com camisinha, como todo mundo. Apesar de a rotina ter de se adaptar aos medicamentos e consultas, o mais difícil é ter que conviver com o preconceito. Para ajudar a mudar essa realidade, o Ministério da Saúde lançou na terça-feira, dia 1º de dezembro, a campanha publicitária com o tema sobre o preconceito e estigma, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Um beijo, protagonizado por um jovem com HIV e uma jovem que não tem o vírus, marca o filme de 30 segundos que faz parte da campanha, cujo slogan é: “Viver com aids é possível. Com o preconceito não”. Símbolo de amor e amizade, no campo da aids o beijo assume outras conotações. Mostra que não se transmite o HIV dessa forma, que pessoas soropositivas podem e devem se relacionar, entre elas ou com sorodiscordantes (uma positiva e outra não).

Na mesma ocasião foi lançada a revista AZT – a vida continua. A publicação traz 13 histórias reais que retratam a superação ao preconceito e às dificuldades enfrentadas por quem vive ou convive com HIV/aids. Resultado do concurso nacional Vidas em Crônicas, os textos vencedores representam uma homenagem às pessoas que, em três décadas de epidemia, convivem com o preconceito por causa do vírus.


O Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia primeiro de dezembro, é a data sugerida pelas Nações Unidas para reforçar o compromisso político dos governos para que o mundo reflita sobre as questões que envolvem o viver com o HIV. O mundo todo está voltado, nessa data, para as ações desenvolvidas pelos países, principalmente o Brasil, cuja política na área é globalmente reconhecida.

Estima-se que 630 mil pessoas estejam infectadas pelo HIV no Brasil, sendo que mais de 200 mil estão fazendo uso do tratamento oferecido pelo SUS. A política de acesso universal aos medicamentos adotada pelo Governo Brasileiro vem possibilitando, ao longo dos anos, a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/aids.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

LEPTOSPIROSE


Algumas doenças estão relacionadas a eventos climáticos, como o período de chuvas. Nesse período, onde ocorrem enchentes e a água e os alimentos podem ser contaminados. A desestruturação da rede de esgoto e o acúmulo de lixo são alguns dos fatores que contribuem para a proliferação de mosquitos, baratas e ratos, potenciais transmissores de doenças infecciosas. Uma dessas doenças é mais freqüente nessas situações: a leptospirose.
Saiba mais sobre esta doença evitável.

O que é Leptospirose?
A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida ao homem, principalmente, durante as enchentes. É causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans, presente na urina de ratos e outros animais. Bois, porcos e cães também podem ser contaminados e transmitir a leptospirose ao homem.
Os principais sintomas presentes são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna); podem estar presente vômitos, diarréia e tosse. Nas formas graves geralmente aparece icterícia (pele e olhos amarelos) e há a necessidade de internação hospitalar.

Como se transmite?
Durante as enchentes, a urina dos ratos, presente nos esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama pode infectar-se. As leptospiras penetram no corpo pela pele, principalmente por arranhões ou ferimentos. O contato com esgotos, lagoas, rios e terrenos baldios também podem propiciar a infecção. Veterinários e tratadores de animais podem adquirir a doença pelo contato com a urina, sangue, tecidos e órgãos de animais infectados.

Qual o tratamento?
O tratamento da pessoa com leptospirose é feito fundamentalmente com hidratação. Quando o diagnóstico é feito até o quarto dia de doença, devem ser empregados antibióticos que reduzem as chances de evolução para a forma grave. As pessoas com leptospirose sem icterícia podem ser tratadas em casa. As que desenvolvem meningite ou icterícia devem ser internadas. As formas graves da doença necessitam de tratamento intensivo.
Não deve ser utilizado medicamento para dor ou para febre que contenha ácido acetil-salicílico (como AAS, Aspirina, Melhoral e similares), pois eles podem aumentar o risco de sangramentos. Os antiinflamatórios também não devem ser utilizados pelo risco de efeitos colaterais, como hemorragia digestiva e reações alérgicas. Aos primeiros sintomas, procure um médico imediatamente.

Como se prevenir?
Medidas ligadas ao meio ambiente: obras de saneamento básico (abastecimento de água, coleta de lixo adequada e sistema de esgoto bem estruturado), melhorias nas moradias e controle de roedores. Evitar o contato com água ou lama de enchentes e impedir que crianças nadem ou brinquem nessas águas. Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha. Como alternativa e na falta de luvas podem usar sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés.
A água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) mata as leptospiras e deve ser utilizada para desinfetar reservatórios de água: um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água do reservatório. Para locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada: diluir um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água.
O acondicionamento e destino adequado do lixo, armazenamento apropriado de alimentos, desinfecção e vedação de caixas d´água, vedação de frestas e aberturas em portas e paredes, etc. O uso de venenos raticidas (desratização) deve ser feito por técnicos devidamente capacitados.