terça-feira, 11 de maio de 2010

RECOMENDAÇÕES PARA VIAGENS MAIS SEGURAS E CONFORTÁVEIS


- Ingira líquidos antes e durante o voo, em especial água sem gás.

- Se ingerir bebida alcoólica, limite o uso a metade do que habitualmente beberia em terra sem sentir-se mal e/ou embriagado.

- Tome pouca bebida gasosa antes e durante o voo, pois esta atitude poderá causar desconforto abdominal.

- Caso tenha desconforto auditivo, tape o nariz, feche a boca e engula saliva, suavemente, de duas a três vezes. Repita esta manobra algumas vezes. Em crianças de colo/crianças pequenas que não tem como fazer esta manobra de maneira orientada, recomendamos, principalmente durante a decolagem e o pouso, oferecer o peito ou mamadeiras, para que estas deglutam naturalmente e evitem com isso o desconforto.

- Aplique a vacina indicada para o seu destino.
- Leve roupas adequadas para a temperatura local do seu destino.
- Certifique-se sobre o hábitos alimentares do seu destino e prefira a ingesta de água engarrafada quando a qualidade da água local for duvidosa.
- Evite usar sedativos durante o voo. Estando totalmente alerta, em uma situação de emergência, você vai ter mais condições de tomar atitudes necessárias nesses casos.
- Para minimizar os efeitos do jet lag (fadiga de viagem -
uma condição fisiológica que é uma consequência de alterações no ritmo circadiano), atualize seu relógio com o horário de destino e assuma os hábitos locais: caso for ficar menos dias do que os fusos mudados, mantenha o relógio e os hábitos da origem.
- Se você tiver alguma doença que necessite de oxigêneo ou maca a bordo, peça para o seu médico preencher o Medif (Medical information form), formulário de padrão internacional, disponível nas companhias aéreas.

terça-feira, 23 de março de 2010

Começou ontem a segunda etapa de vacinação contra a gripe H1N1.


Esta etapa vai até o dia 2 de abril e terá como público alvo as grávidas (em qualquer período da gestação), pacientes com problemas crônicos (confira a lista completa) e as crianças de 6 meses até 2 anos de idade.

Por que vacinar mulheres grávidas?
As gestantes são consideradas do grupo de risco. Durante a pandemia de 2009, dentre as mulheres em idade fértil atingidas pela gripe A, 22% eram gestantes. Não há risco em vacinar grávidas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina é segura para a gestante. Não há, também, evidências de que a vacina possa causar dano ao feto ou afetar a capacidade reprodutiva ou causar aborto. Todas as grávidas, independentemente do período de gestação, devem ser vacinadas. As mulheres que engravidarem após o fim desta etapa poderão se imunizar nas fases seguintes.

Por que vacinar doentes crônicos?
Na pandemia de 2009, observou-se um alto percentual de pessoas com doenças crônicas. As vítimas que sofriam de problemas respiratórios, por exemplo, atingiram 24,4% dos casos.

DOENÇAS CRÔNICAS PARA A VACINAÇÃO:
• Asmáticos (formas graves).
• Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral).
• Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular).
• Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória.
• Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise).
• Doença hematológica (hemoglobinopatias).
• Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar).
• Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico).
• Diabetes mellitus.
• Obesidade grau 3 – antiga obesidade mórbida (crianças, adolescentes e adultos).
• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki).
• Portadores da síndrome clínica de insuficiência cardíaca.
• Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).

Fonte: Ministério da Saúde.

sexta-feira, 12 de março de 2010

FiqueSabendo


O FiqueSabendo é uma mobilização de incentivo ao teste de aids e tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da realização do exame. Artistas e formadores de opinião já estão se envolvendo para incentivar a população a fazer o teste e diminuir cada vez mais o preconceito em relação ao HIV/aids. Fazer o teste de aids é uma atitude que mostra como você se preocupa com a sua saúde

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que existem hoje no Brasil cerca de 630 mil pessoas vivendo com o HIV, o vírus da aids. Dessas, 255 mil nunca teriam feito o teste e por isso não conhecem sua sorologia. Do ponto de vista epidemiológico, o diagnóstico é fundamental para o controle da epidemia.

Por que você deve fazer o teste?
Saber se tem o HIV precocemente permite começar o tratamento no momento certo e ter uma melhor qualidade de vida. Além disso, mães soropositivas podem aumentar suas chances de terem filhos sem o HIV, se forem orientadas corretamente e seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. O teste de aids é gratuito, sigiloso e um direito seu!
O teste de aids não deve ser feito de forma indiscriminada e a todo o momento. O aconselhável é que quem tenha passado por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido, faça o exame. Após a infecção pelo HIV, o sistema imunológico demora cerca de um mês para produzir anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Por conta disso, é melhor fazer o exame após esse período.

SITUAÇÕES DE RISCO
O HIV pode ser transmitido:
• Por relações sexuais desprotegidas (sem o uso do preservativo), anais, vaginais e orais;
• Pelo compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas;
• De mãe para filho durante a gestação, o parto e a amamentação;
• Por transfusão de sangue.

Mas é bom lembrar que o HIV não é transmitido pelo beijo, toque, abraço, aperto de mão, compartilhamento de toalhas, talheres, pratos, suor ou lágrimas. Portanto, toda pessoa soropositiva pode e deve receber muito carinho e atenção!

Como Fazer
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de testes, realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais como o Elisa anti-HIV e os testes rápidos que detectam os anticorpos contra o HIV em um tempo inferior a 30 minutos.

Os testes rápidos
Os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. O sangue é colocado em dois dispositivos de testagem. Para chegar ao resultado, o profissional que o realiza segue um fluxo determinado cientificamente. Se os dois dispositivos tiverem os mesmos resultados, o diagnóstico já é fechado. Em caso de discordância, é feito outro teste com um terceiro para confirmação. Assim, o resultado tem a mesma confiabilidade dos exames convencionais e não há necessidade de repetição em laboratório. Esse método permite que, em apenas meia hora, o paciente faça o teste, conheça o resultado e receba o aconselhamento. Distribuído gratuitamente para serviços de saúde da rede pública, é utilizado na maior parte das ações do Fique Sabendo, principalmente pela agilidade e praticidade.
Não deixe de pegar seu resultado.
Se der negativo...Se cuide, use sempre camisinha.
E se der positivo? Lembre-se que você não está sozinho. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece tratamento e acompanhamento gratuitos.
Onde fazer o exame:
Os testes para detectar o vírus HIV são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sigilosa e gratuitamente. Os laboratórios da rede particular também realizam. Nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), que são unidades da rede pública, os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima.

Ao receberem o resultado, os pacientes passam por um processo de aconselhamento, feito de forma cuidadosa, com o objetivo de facilitar a interpretação do resultado pelo paciente.

Fonte: http://www.aids.gov.br/fiquesabendo

segunda-feira, 8 de março de 2010

Começa hoje a campanha de imunização contra o vírus da influenza A (H1N1).


Nesta primeira etapa, estão incluídos os profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância e outros que atuam em unidades de assistência aos pacientes. Funcionários de laboratório e profissionais de investigação epidemiológica também vão receber a dose na primeira fase. A vacinação de indígenas inclui toda a população que vive em aldeias e será realizada em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Segundo o Ministério da Saúde, os grupos foram escolhidos por serem mais vulneráveis ou por apresentarem sintomas mais graves quando infectados pelo vírus da gripe H1N1. A vacinação será gratuita e dividida em cinco etapas, conforme o público-alvo. Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses para vacinar 91 milhões de pessoas contra a gripe H1N1. A meta é imunizar pelo menos 80% desse público-alvo. O medicamento restante será guardado como reserva técnica caso seja necessário usá-lo em uma eventual sexta etapa.
Atenção: pacientes com alergia severa a ovo, não devem tomar a vacina.

Confira o calendário da vacinação contra a gripe H1N1:

- 8 a 19 de março - Profissionais da Saúde (Médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica) e os povos indígenas (População que vive em aldeias).
- 22 de março a 2 de abril - Gestantes (Mulheres grávidas em qualquer período de gestação. As mulheres que engravidarem depois de 2 de abril podem tomar a vacina até 21 de maio); pessoas com problemas crônicos com até 60 anos de idade; Crianças entre seis meses e dois anos de idade. (Elas devem receber meia dose da vacina e, depois de 21 dias, poderão tomar a outra meia dose).
- 5 a 23 de abril- População geral entre 20 a 29 anos.
- 24 de abril a 7 de maio - Idosos com problemas crônicos (mais de 60 anos de idade).
- 10 a 21 de maio - População geral entre 30 a 39 anos.

Sibutramina: proibida na Europa e sob restrição nos EUA.


No Brasil, a Anvisa alerta sobre os riscos cardiovasculares, mas não proíbe a venda do medicamento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, em janeiro deste ano(2010), alerta para os profissionais de saúde sobre o uso de sibutramina no Brasil, medicação que é usada para auxiliar o emagrecimento. A realização do estudo SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), que avaliou 10 mil pacientes durante seis anos, demonstrou aumento do risco cardiovascular nos pacientes tratados com a substância.

O estudo SCOUT indicou que o risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e parada cardíaca, aumenta em 16% nos pacientes que utilizaram o medicamento, quando comparados àqueles tratados com placebo (medicação sem efeito).

Foi também identificado, embasado em todos os estudos disponíveis, que a perda de peso obtida com a sibutramina é modesta e frequentemente não é mantida após a descontinuação do medicamento. O comitê de medicamentos para uso humano da EMA – European Medicine Agency, concluiu que os benefícios da sibutramina não superam os seus riscos cardiovasculares. A partir da análise do estudo (SCOUT), a Anvisa recomenda a contraindicação do uso de medicamentos à base de sibutramina para pacientes com perfil semelhante aos incluídos no estudo SCOUT:

- Pacientes que apresentem obesidade associada à existência ou antecedentes pessoais de doenças cardio e cerebrovasculares.
- Pacientes que apresentem Diabetes Mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e associada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A Anvisa, por meio da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) fará nova avaliação do estudo, com o objetivo de investigar os níveis de segurança do medicamento em pacientes com perfis distintos dos já estudados. Essa avaliação poderá levar a Agência a determinar outras medidas restritivas ao uso da substância.

O estudo SCOUT foi a base para recentes tomadas de decisão das agências regulatórias da União Europeia (EMA – European Medicine Agency) e dos Estados Unidos (FDA - Food and Drug Administration).

O Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da EMA recomendou a suspensão da autorização de comercialização para o medicamento em toda a União Européia.

Nos Estados Unidos, não houve a proibição da fabricação e venda do medicamento. O FDA solicitou a inclusão de novas contra-indicações na bula do produto, para informar que a sibutramina não deve ser usada em pacientes com história de doença cardiovascular.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mesmo assim ainda há fumantes!


Os números do tabagismo no mundo são alarmantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Cerca de cinco milhões de pessoas morrem, por ano, vítimas do uso do tabaco. Caso as estimativas de aumento do consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos se confirmem, esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030.

Segundo a OMS, o fumo é uma das principais causas de morte evitável, hoje, no planeta. Um terço da população mundial adulta – cerca de 1,3 bilhão de pessoas – fuma: aproximadamente 47% da população masculina e 12% da população feminina fazem uso de produtos derivados do tabaco. Nos países em desenvolvimento, os fumantes somam 48% dos homens e 7% das mulheres, enquanto nos desenvolvidos, a participação do sexo feminino mais do que triplica, num total de 42% de homens e 24% de mulheres fumantes. No Brasil, pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante (22,7% dos homens e 16% das mulheres).

VOCÊ SABIA?

- A fumaça do cigarro reúne, aproximadamente, 4,7 mil substâncias tóxicas diferentes e muitas delas são cancerígenas.
- O tabagismo está ligado a 50 tipos de doenças como câncer de pulmão, de boca e de faringe, além de problemas cardíacos.
- No Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao tabagismo.
- Crianças com sete anos de idade nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças.
- Homens que fumam tem 40% a mais de risco de sofrer de impotência do que aqueles que não fumam.

Fontes: Ministério da Saúde do Brasil; Reuters limited

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Zilda Arns: morre uma guerreira


Zilda Arns Neumann, a 13ª criança do casal brasileiro de origem alemã, Gabriel Arns e Helene Steiner, o qual teve 16 filhos, nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, no interior de Santa Catarina. Em 26 de dezembro de 1959, aos 21 anos de idade, apaixonou-se pelo futuro marido, o então marceneiro Aloysio Neumann (1931-1978), que chamado para um conserto na casa dos Arns, encantou-se com a jovem que viu na sala tocando piano. Com ele teve seis filhos: Marcelo (falecido três dias após o parto), Rubens, Nelson, Heloísa, Rogério e Sílvia. Era corajosa, solidária, médica e avó de nove netos.

Nascer naquela época e além disso no interior significava ser, no futuro, professora ou religiosa, entretanto Zilda Arns contrariou esse destino por amor, aquele mais sublime que se devota ao próximo que a fez enfrentar a resistência paterna e insistir em estudar medicina, num tempo em que ser doutor era coisa de homem. O apoio do irmão, hoje arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, foi fundamental para dobrar a família. “Ele havia estudado na Sorbonne e convenceu o pai de que estavam começando a formar mulheres médicas lá fora”, conta um dos filhos. Desde que alterou o curso do próprio destino, Zilda Arns não parou mais de mudar o dos outros, a começar por aqueles que a miséria e a ignorância haviam fadado a ter curta duração.

Formada em medicina pela UFRR, aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, desnutrição e violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagra bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas.
A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e mais tarde como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as especializações em Educação em Saúde Materno-Infantil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP); Saúde Pública para Graduados em Medicina, na Faculdade de Saúde Pública (USP); Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS), e Ministério da Saúde ; Pediatria Social, na Univerisade de Antioquia, em Medellín, Colômbia; Pediatria, na Sociedade Brasileira de Pediatraia; Educação física, na Universidade Federal do Paraná.

Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no estado do Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.

Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella, Cardeal Agnelo, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, que, na época, era Arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à entidade a partir de um projeto-piloto em Florestópolis(PR). Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou cerca de 1,9 milhões de crianças menores de seis anos e 1,5 milhões de famílias pobres em mais de 4000 municípios brasileiros. Neste período, mais de 260.000 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês: a visita domiciliar às famílias, o Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida e a Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão.
Em 2004, a Dra. Zilda Arns recebeu da CNBB outra missão semelhante, fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários.

Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Pelo seu trabalho na área social, Dra. Zilda Arns recebeu condecorações tais como: Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006; Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997); Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994); títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina. Dra. Zilda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municípios; e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.

Zilda Arns encontrava-se no Haiti em mais uma missão humanitária e preparava-se para uma palestra sobre a Pastoral da Criança, na Conferência dos Religiosos do Caribe. Foi uma das vítimas fatais do forte terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, em 12 de janeiro de 2010.

" Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe dos predadores, das ameaças e dos perigos e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los "- Dra. Zilda Arns Neumann (Haiti, 2010).
Zilda Arns será lembrada assim: reerguendo crianças pelo mundo tudo.
Fontes: www.pastoraldacrianca.org.br/ e www.e-biografias.net/