segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Venda de antibióticos só poderá ocorrer com retenção da receita na farmácia


Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. Só no Brasil, o comércio de antibióticos movimentou, em 2009, cerca de R$ 1,6 bilhão, segundo relatório do instituto IMS Health.


Os antibióticos vendidos nas farmácias e drogarias do país só poderão ser entregues ao consumidor mediante receita de controle especial em duas vias. A primeira via ficará retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda deverá ser devolvida ao paciente com carimbo para comprovar o atendimento. A determinação da Anvisa está publicada no Diário Oficial da União.

A retenção das receitas dos antibióticos será obrigatória a partir de 28 de novembro de 2010. A partir deste dia, os prescritores devem atentar para a necessidade de entregar, de forma legível e sem rasuras, duas vias do receituário aos pacientes.

As embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”. As empresas terão 180 dias para fazer as adequações de rotulagem.

A nova norma definiu, também, novo prazo de validade para as receitas, que passa a ser de 10 dias, devido às especificidades dos mecanismos de ação dos antimicrobianos. Todas as prescrições deverão, ainda, ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O prazo para que as farmácias iniciem esse registro e concluam a adesão ao sistema é de 180 dias.

As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que tem uso exclusivo no ambiente hospitalar. O objetivo da Anvisa, ao ampliar o controle sobre esses produtos, é contribuir para a redução da resistência bacteriana na comunidade.

Fonte: ANVISA

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dia Mundial do Diabetes


Em 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Diabetes. A data foi definida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), e introduzida no calendário em 1991, como resposta ao alarmante crescimento do diabetes em todo o mundo.

A data foi escolhida devido ao nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebia o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.

Em 2007, a Assembléia-Geral da ONU aprovou a Resolução nº 61/225, considerando o diabetes um problema de saúde pública e conclamando os países a divulgarem esse dia como forma de alerta e os governos a definirem políticas e suporte adequados para os portadores da doença.

Por coincidência, também em 2007, entrou em vigor, no Brasil, a Lei nº 11.347/2006 de autoria do ex-senador José Eduardo Dutra, que dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos, e materiais necessários à sua aplicação, para o tratamento de portadores de diabetes, reforçando, assim, a garantia constitucional do Sistema Único de Saúde (SUS) de atendimento universal e equânime.

O símbolo global do diabetes é o círculo azul. Criado como parte da campanha mundial de conscientização “Unidos pelo Diabetes”, ele foi adotado em 2007. O círculo simboliza a vida e a saúde, e o azul reflete o céu que une todas as nações. A junção do círculo com a cor azul significa a unidade da comunidade global em resposta à epidemia do diabetes e funciona como um estímulo para a união da luta de controle da doença em todas as nações.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Higiene com álcool: obrigatória em hospitais, clínicas e consultórios


O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes


O Diário Oficial da União publicou resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool (líquido ou gel) para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o país. A medida é considerada pelo órgão a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares, principalmente pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC).

O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir do dia 28 de outubro de 2010, para o cumprimento da norma. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos.

A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais. A higienização com álcool será obrigatória também nas salas de triagem, de pronto-atendimento, nas unidades de urgência e emergência, em ambulatórios, nas unidades de internação, de terapia intensiva, em clínicas e consultórios.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Recomendações do INCA para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil.


O Instituto Nacional de Câncer, INCA, lançou este mês, sete recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil. As recomendações destacam as prioridades de ação para o controle da doença, responsável por cerca de 11 mil mortes por ano no país. Segundo estimativas apresentadas pelo INCA, o país terá 500 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 49.240 mil são relativos aos tumores de mama. De acordo com o Instituto, esta patologia é a que mais mata mulheres em todo o País. Destinado à população em geral e a profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde, o documento, que relata as recomendações, faz parte das comemorações do Outubro Rosa, mês de mobilização mundial em torno do tema. As orientações não têm caráter de lei e a cada município ou Estado cabe a responsabilidade por sua aplicação.

O INCA recomenda que:


1. Toda mulher deve ter amplo acesso a informações com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama.

2. Toda mulher deve ficar alerta para os primeiros sinais e sintomas do câncer de mama e procurar avaliação médica.

3. Toda mulher com suspeita da doença, com nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas, deve ter o direito de receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias.

4. As mulheres entre 50 e 69 anos devem se submeter ao exame de mamografia a cada dois anos.

5. O exame de mamografia deve ser realizado em locais que têm certificado de qualidade. Todo serviço de mamografia deve participar de um programa de qualidade em mamografia. A qualificação obtida deve ser exibida em local visível às usuárias.

6. Toda mulher deve saber que o controle do peso corporal e da ingestão de álcool são formas de prevenir o câncer de mama, além da amamentação e da prática de atividades físicas.

7. A terapia de reposição hormonal, quando indicada na pós-menopausa, deve ser feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois aumenta o risco de câncer de mama.


Fonte:

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/inca/portal/home

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Acontece, este mês, por todo o mundo o Outubro Rosa.


O Outubro Rosa é um movimento nascido nos Estados Unidos e hoje comemorado no mundo inteiro. O nome da ação remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, de empresas, entidades, movimentos e o uso da internet (p.ex blogs). O movimento remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990.


O principal objetivo do movimento Outubro Rosa é chamar a atenção direta para a realidade atual do câncer de mama e para a importância do diagnóstico precoce da doença. A ação mundial, que colore as cidades com seu tom rosa, nas mais diversas nuances, monumentos e locais históricos mostra, de um modo feminino e bonito, a importância da luta contra o câncer que mais mata mulheres no mundo.


No Brasil, o Outubro Rosa é promovido pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Fenama).


A primeira iniciativa do Outubro Rosa no Brasil foi a iluminação em rosa do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, no dia 2 de outubro de 2002. A idéia partiu de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama apoiadas pela empresa européia de cosméticos Estée Lauder. Mas o movimento ganhou força no país em outubro de 2008, quando diversas entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades. Aos poucos, o Brasil foi ficando iluminado em rosa em São Paulo-SP, Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Curitiba-PR, Brasília-DF, Salvador-BA, Teresina-PI, Poços de Caldas-MG e outras cidades. O Brasil é mundialmente conhecido pelo seu maior símbolo, a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro-RJ. Este pela primeira vez ficou iluminado de rosa no Outubro Rosa. Pelo mundo a fora a iniciativa já envolveu a Torre de Pisa, na Itália; o Arco do Triunfo, em Paris, a Casa Branca, em Washington e até as Pirâmides do Egito.


Fontes:

http://www.pinkribbon.org/

http://www.femama.org.br/

Calendário oficial – outubro Rosa:

http://www.femama.org.br/novo/arquivos/0.735911001287436282.pdf

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Medicamentos e crianças: muito cuidado!


A utilização de medicamentos em crianças deve sempre ser orientado por um médico e ter sempre a supervisão dos pais ou responsáveis. Alguns cuidados simples podem evitar intoxicações, alergias ou a administração errada de doses ou medicações.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, no ano de 2005 ocorreram 84.456 casos de intoxicação humana por causas diversas, que variaram de animais peçonhentos a substâncias químicas. Desse total, 22% foram em crianças menores de cinco anos; neste grupo, os medicamentos foram os principais agentes tóxicos, com 35% dos casos.


Devido a estes dados importantes recomendamos:

  • Siga as orientações do seu pediatra. Não dê medicamentos por conta própria para o seu filho, isto pode ser prejudicial à saúde;
  • Na hora em que receber uma prescrição para seu filho, assegure-se de que tudo o que foi explicado está devidamente entendido. Em caso de dúvidas, pergunte antes de sair do consultório;
  • Leia todas as informações das bulas e siga as orientações fornecidas pelo laboratório;
  • Não use medicamentos contra tosse e resfriado em crianças com menos de 2 anos de idade, a não ser que você receba orientações específicas de um médico para usá-los;
  • Não dê doses maiores do que as recomendadas para uma criança ou em intervalos de tempo diferentes daqueles estabelecidos para cada medicação. O excesso de medicação pode trazer danos irreversíveis à saúde da criança. Certifique-se de que a dose correta está sendo dada à criança;
  • Não suspenda um medicamento antes do prazo de uso estipulado pelo médico. Qualquer dúvida deve ser conversada com o pediatra;
  • Não dê medicamentos de "USO ADULTO" para crianças. Use apenas os medicamentos de "USO PEDIÁTRICO";
  • Informe ao pediatra todos os medicamentos que a criança está usando, para que o médico possa revisar e aprovar o uso combinado dos mesmos;
  • Use o dispositivo de dose que acompanha a embalagem do medicamento para oferecê-lo a uma criança. Ou seja, use o conta-gotas, colher medida ou o copo-medida que acompanha a embalagem do medicamento. Não troque por outro dispositivo como colher de chá, colher de sopa, etc. Isso pode alterar a dose que está sendo oferecida à criança. Caso não entenda como usar este dispositivo, NÃO USE. Pergunte primeiro ao médico sobre o uso correto do medicamento;
  • Medicamentos contra tosse e resfriado apenas tratam os sintomas do resfriado como congestão, febre, dor e irritabilidade. Eles não curam o resfriado. A criança melhora com o passar do tempo e evolução da doença, principalmente com o aumento da oferta de líquidos e repouso;
  • Caso a criança não melhore ou piore, pare de usar o remédio e procure imediatamente um médico;
  • Qualquer reação da criança ao uso de um novo medicamento deve ser imediatamente comunicada ao médico;
  • Não deixe medicamentos ao alcance das crianças. Eles devem ser guardados em armários fechados e em uma altura que impeça o acesso das crianças aos mesmos;
  • Nunca se refira a um medicamento como doce. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas;

Fonte: www.abc.med.br e www.criança-segura.ning.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Brincadeiras que estimulam o cérebro do seu filho – Última parte



Dos 9 aos 12 meses


Escolha uma música para cantar enquanto dá banho no seu filho. O melhor é escolher uma que fale de algo que sobe e desce. Use o sabonete e a toalha de banho e suba lentamente pelo braço do bebê ao cantar uma parte da música que fala de subir. Faça o movimento inverso com a parte que fala de descer. Você também pode usar um brinquedo e movimentá-lo para cima e para baixo.


Jogue um cubo ou uma bolinha na banheira e veja se o seu filho consegue pegá-lo com um copo ou uma xícara. Mostre a ele como fazer.


Ajude o seu filho a adquirir consciência do mundo. Sente-se no chão com ele de frente para você e faça movimentos incentivando-o a imitá-lo. Faça uma careta engraçada, ponha a língua para fora e faça sons esquisitos, mova a cabeça em diferentes direções, imite animais, deite-se de costas e chute o ar. Faça isso também em frente a um espelho.


Brinquedos de empilhar oferecem o desenvolvimento por meio do elemento lúdico. Incentive-o a empilhar na ordem de maior para menor e de menor para maior, jogar os anéis para que eles entrem em um eixo, colocar os anéis nos dedos da criança, colocar os anéis na boca, fazê-los girar.


Sente o seu bebê no colo, de frente para você e cante uma música enquanto segura as mãos do bebê. Na última palavra de cada verso, bata suas mãozinhas ao mesmo tempo que enfatiza essa última palavra.


Leve seu bebê para passear ao ar livre e ajude-o a explorar o ambiente. Ajude-o a focalizar uma coisa de cada vez. Empurre o carrinho e pare diante de coisas interessantes para conversar a respeito. Converse sobre três ou quatro coisas em cada passeio.


Toda criança precisa de atenção concentrada para se sentir amada. Deixe seu filho se sentir merecedor do seu amor, reserve um tempo para estar plenamente com ele todos os dias.


Fonte: abc.med.br